quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Carta da PJ NE3 sobre as eleições municipais



“Quando os justos governam, o povo se alegra; quando o injusto governa, o povo reclama.” (Provérbios 29, 2)
Querida juventude pjoteira, paz e bem!
Iniciamos essa carta com a expressão da sabedoria dos nossos antepassados, presente no livro dos Provérbios, que muito têm a nos ensinar nos dias de hoje. Atribuídos ao rei Salomão, por ser considerado o pai da sabedoria, estes provérbios na verdade são frutos da experiência popular e da inspiração divina que muito servia e ainda serve de lição e orientação às pessoas.
Na atual conjuntura social e política do nosso país, este provérbio muito nos é conveniente, para que possamos fazer o exercício de analisar o quê em nossas cidades tem e o que não tem sido favorável à vida do povo. O quê tem alegrado o povo? O quê o povo tem reclamado? Nos aproximamos da eleições municipais e este momento nos exige a necessidade de associar nossa escolha à nossa memória, para que possamos olhar para trás e no exercício da recordação, possamos avaliar e questionarmo-nos o que nossos representantes fizeram em benefício do coletivo.
O nosso espaço pastoral muito tem nos ensinado a fazer esse exercício de recordação da vida e da prática, de fazer memória e avaliar o que fazemos, para nos ajudar a construir o que queremos. Este espaço também muito nos permite a formarmo-nos seres críticos!
A formação integral que a Pastoral da Juventude preconiza e pratica em nosso jeito de ser e fazer, nos possibilita por meio da dimensão da Conscientização política, esse despertar para a transformação da nossa realidade; despertar para a compreensão de que precisamos ocupar alguns espaços e estruturas de poder, para que possamos pautar a vida daqueles e daquelas que mais precisam e assim consigamos fazer brotar o direito e a justiça (Amós, 5,24).
A Pastoral da Juventude considerada por muitos, como uma grande escola de formação, permitiu que em vários lugares do nosso imenso Brasil e não muito diferente em nosso Regional Nordeste3 (Bahia/Sergipe), surgissem jovens que vivenciaram as etapas de educação na fé, chegando à militância, engajados na luta da defesa dos direitos dos jovens e dos mais empobrecidos.
Apesar de sabermos o quão perverso o espaço político-partidário tem sido, nós pjoteiros e pjoteiras nos sentimos agradecidos/as pela coragem destes e destas, que com muita esperança e desejo de transformação, se colocam nesse meio para serem Sal da terra e Luz do mundo(Mateus 5,13); como opção transformadora para ocuparem o legislativo e o executivo nos vários municípios do nosso regional; como vozes proféticas inspirados/as por aquele que primeiro nos deu o exemplo de amor e doação ao próximo, Jesus, o jovem Galileu.
Que Jesus, nosso irmão seja sempre o modelo para cada um e cada uma destes/destas jovens que hoje estão pleiteando uma vaga nas eleições municipais. Que seus projetos estejam sempre associados ao projeto do Nazareno, que primeiro sonhou, anunciou e deu sua vida para que todos e todas tivessem vida em abundância e para que o Reino de justiça e paz se concretizasse. Sigamos nessa confiança, acreditemos nesse projeto e a cada dia continuemos na construção dessa civilização do amor, tão sonhada e tão esperada por nós.
Que no próximo domingo (02 de outubro), possamos nos sentir co-responsáveis por cada projeto que vamos escolher. Que nosso voto seja assertivo, consciente e regado de compromisso com o coletivo, não somente na hora da votação, mas também no cotidiano da gestão, fiscalizando e acompanhando, para que tenhamos uma próxima gestão justa em que o povo se alegra!
Sigamos na doação e no cuidado.
Um abraço cheio do desejo de transformação!
Amém. Axé. Awere. Aleluia.
Coordenação Regional da Pastoral da Juventude NE3 (Bahia/Sergipe)
Comissão Regional de Assessoria da Pastoral da Juventude NE3 (Bahia/Sergipe)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Papa em Assis: diálogo para compreender a grandeza do outro



Esta terça-feira (20/09) o Papa está em Assis, no âmbito dos 30 anos do histórico Encontro de Oração pela Paz realizado em 27 de outubro de 1986, por desejo João Paulo II. 
No Angelus de domingo, Francisco recordou que existe guerra por tudo e pediu que a terça-feira seja vivida como um Dia de Oração pela Paz:
"Convido as paróquias, as associações eclesiais e cada fiel de todo o mundo a viver este dia como um Dia de Oração pela Paz. Hoje, mais do que nunca, temos necessidade de paz nesta guerra que existe por tudo no mundo. Rezemos pela paz! À exemplo de São Francisco, homem de fraternidade e clemência, somos todos chamados a oferecer ao mundo um forte testemunho de nosso compromisso comum pela paz e a reconciliação entre os povos. Assim, terça-feira, todos unidos em oração: cada um tome um tempo, aquele que puder, para rezar pela paz. Todo o mundo unido”.
Ao longo de seu pontificado Francisco já havia convocado outras iniciativas de oração pela paz, especialmente pela Síria.
Chegada 
O Papa Francisco chegou de helicóptero às 10h55min da manhã desta terça-feira (20/09) a Assis, para o Dia Mundial de Oração pela Paz, no âmbito do evento “Sede de Paz. Religiões e Culturas em diálogo”, promovido pela Diocese de Assis, Famílias Franciscanas e Comunidade de Santo Egídio.
Depois de aterrissar no Campo Esportivo “Migaghelli”, em Santa Maria dos Anjos, Francisco foi de automóvel até o Sacro Convento de Assis, onde foi recebido, entre outros, pelo Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I; o Patriarca Sírio-ortodoxo de Antioquia Ignatius Efrem II; pelo Vice-Presidente da Universidade de Al-Azhar, Egito, Abbas Schuman; pelo Arcebispo de Cantuária e Primaz da Igreja Anglicana Justin Welby, pelo Rabino Chefe de Roma, Riccardo di Segni, entre outros.
Juntos, dirigiram-se ao Claustro de Sisto IV, onde aguardavam representantes de Igrejas e Religiões de todo o mundo, além dos Bispos da Úmbria. O Santo Padre saudou um a um os presentes.
Às 13 horas, no refeitório do Sacro Convento, um almoço comum, do qual tomaram parte 12 refugiados provenientes de países em guerra, atualmente acolhidos pela Comunidade de Santo Egídio.
Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 17 de setembro de 2016

Campanha Primavera para a Vida tem temática direcionada a juventude



Com o tema “Direito à vida da juventude”, a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) realiza mais uma edição da Campanha Primavera para a Vida. Este ano, a iniciativa busca contribuir para uma transformação significativa da situação vivida pela juventude brasileira, sobretudo no que diz respeito ao acesso à educação de qualidade, à segurança, ao trabalho, ao lazer e a participação nos processos sociais e políticos.
Em parceria com a Rede Ecumênica da Juventude (REJU), a Campanha da Primavera já possui um rico material que está disponível para a reflexão das Igrejas. O subsídio é composto por experiências de jovens que fazem parte de diferentes países e matrizes religiosas. O material possui um valor simbólico e pode ser adquirido no site do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), parceiro da Campanha. 
Além de discutir a temática escolhida, a Campanha também pretende mobilizar recursos para o Fundo de Pequenos Projetos da CESE. Neste sentido, a coordenadoria convoca a todas as igrejas-membros e grupos apoiados por seus projetos para que incluam a Campanha na programação das Igrejas e grupos locais durante o período da primavera, que começa do dia 21 de setembro e vai até o mês de dezembro. 
A CESE também pede para que sejam feitas ações em prol dos seus projetos. Outras informações podem ser adquiridas pelo e-mail: cesecomunica@cese.org.br

Edições anteriores

Ao longo de 43 anos, a CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço) já apoiou mais de 11,5 mil projetos de organizações populares de todo o Brasil, contribuindo para o fortalecimento de direitos de aproximadamente 10 milhões de pessoas nos campos de gênero, raça, juventude, meio ambiente, economia solidária, comunicação e desenvolvimento institucional e diálogo inter-religioso.
Realizada desde o ano 2000, o intuito da Campanha Primavera para a Vida é mobilizar recursos para as atividades da CESE em todo o país (fortalecendo os grupos populares nas suas lutas por direitos, por meio do apoio a projetos) e estreitar e ampliar a articulação com as bases das Igrejas
A Campanha busca associar a temática da paz a outros temas de interesse da sociedade. Em sua primeira edição, trabalhou o tema “Vamos todos juntos semear justiça”. Na edição de 2002 refletiu sobre a necessidade de “Semear solidariedade e paz”. Em 2003, voltou-se para uma das carências que mais aflige o país e clamou por “Pão e paz”. Em 2004, buscou animar a juventude brasileira a se engajar na construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva, com o tema “Juventude e paz”. E em 2005, exortou a sociedade a sonhar com uma “Cidade de paz”.
Os anos seguintes abraçaram as seguintes reflexões: “Mulheres e homens construindo cidades de paz” (2006); “Direitos e justiça para a paz” (2007); “Direitos e justiça: uma ação para crianças” (2008); “Direitos e justiça” (2009); “Justiça ambiental” (2010); “Direitos e justiça ambiental: cuidar de nossa casa comum” (2011); Justiça ambiental na perspectiva de direitos (2012); e “Direitos humanos, desenvolvimento e justiça” (2013); O bem que você faz muita gente compartilha” (2014); Eu respeito a diversidade religiosa. E você? (2015).

Com informações da CESE