segunda-feira, 17 de julho de 2017

PJ da Arquidiocese de Feira concretiza 3ª etapa da Escola da Juventude

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Aconteceu entre os dias 14 a 16 de julho a 3ª etapa da Escola da Juventude Dom Hélder Câmara, no ano de 2017. O encontro se deu na Chácara Santo Inácio, em Feira de Santana. As atividades se iniciaram na sexta, com a acolhida aos participantes e com a mística inicial, com a oração do Ofício Divino da Juventude.
No sábado, a parte formativa ficou por conta de Bruno Conceição, da assessoria da PJ de Salvador. Ele conduziu a oração do Ofício Divino no início da manhã, e em seguida começou com a primeira temática. A temática “Concepções de Juventude” foi abordada percorrendo as várias formas de se ver a juventude na Sociedade e na Igreja também. Já no período da tarde, a temática foi  “Missão da PJ”, onde o facilitador percorreu as questões desse tema a partir de documentos da PJ e da Igreja como um todo, sempre de maneira dinâmica.
No princípio da noite foi o momento de partilhar os Pães da Palavra e da Eucaristia. A Missa foi presidida pela padre Paulino, SJ, e tivemos a alegria de participar junto com a juventude do Magis, que estava participando de um encontro bem ao lado da Escola da Juventude. Eram jovens de algumas partes e também de fora do estado da Bahia. Momento de rezar pela unidade, e perceber tanta coisa em comum entre nossas espiritualidades e ação pastoral. Padre Paulino nos ajudou no pensar sobre esta nossa ação e como colocar nossa missionariedade juvenil em prática. Ainda na noite de sábado, fizemos também nossa noite cultural em conjunto, com os jovens pjoteiros e do Magis mostrando seus talentos na poesia, música e dramatização.
No domingo, logo depois do ODJ, foi o momento de os jovens cursistas aprenderem mais sobre Seguimento de Jesus. A facilitadora foi a assessora arquidiocesana da PJ, Irmã Márcia. Nessa temática, a partir dos textos bíblicos (evangelhos) e documentos da Igreja, como é o caminho dos seguidores do Nazareno: Ele se faz presente no meio dos mais empobrecidos e excluídos da sociedade. Antes da Mística Final, a equipe arquidiocesana fez avisos em relação à Formação Missionária, Missão Jovem e DNJ que estão se aproximando. Por fim, a Irmã Márcia fez a mística de envio dos participantes e equipe da Escola da Juventude.

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Com informações de Erik Nascimento, pela Coordenação da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Saiba como colaborar com o Sínodo dos Bispos de 2018



Em 2018, será realizada a XV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. No processo de preparação, ocorre a fase de consulta, quando o povo de Deus pode enviar contribuições e respostas ao questionário disponibilizado pela Santa Sé. O bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Vilsom Basso, explica como os jovens brasileiros podem participar.
A fase de consulta foi aberta após a publicação do documento preparatório, em janeiro deste ano. Este processo levará à redação do instrumento de trabalho para a assembleia sinodal. Às conferências episcopais, coube a responsabilidade de receber as contribuições e respostas, compilar o material e enviar à Secretária do Sínodo. Aqui no Brasil, a CNBB disponibilizou desde janeiro o texto preparatório com o questionário.
Para dom Vilsom Basso, “é um tempo de graça, um kairós para toda a juventude, para toda a Igreja, um Sínodo dos Bispos sobre juventude”. Ele explica que estão à disposição dos jovens três maneiras de participar. Primeiro, respondendo ao questionário que já foi encaminhado a todas as dioceses do Brasil e enviando até o final de julho para a CNBB, para que seja feita uma síntese e enviada à Secretaria do Sínodo, no Vaticano – este material poderá ajudar na formulação de ações pastorais no âmbito brasileiro. Até 31 de julho, serão recebidas as respostas dos jovens pelo e-mail synodus@cnbb.org.br
“A segunda maneira saiu na semana passada: os jovens poderão participar diretamente no site do Sínodo e ali darem as suas respostas”, indica dom Vilsom, lembrando do site que entrou no ar em 14 de junho. O secretário-geral do Sínodo, cardeal Lorenzo Baldisseri, explicou que a plataforma na internet deve promover “ampla participação”. Com o website, os jovens receberão informações e vão poder também interagir no caminho da preparação para o Sínodo.
terceira maneira de colaboração com o Sínodo, de acordo com dom Vilsom, é com a partilha de experiências da juventude e expectativas para o Sínodo. Isso poderá ser feito no Facebook, com publicações usando a hastag #popeasks.
Questionário
O Vaticano questiona a juventude e com a finalidade de acompanhar os jovens em seu caminho existencial rumo à maturidade, para que, por meio de um processo de discernimento, “possam descobrir seu projeto de vida e realizá-lo com alegria, abrindo-se ao encontro com Deus e com os homens, participando ativamente da edificação da Igreja e da sociedade”.
O documento preparatório propõe uma reflexão em três partes. A primeira sobre as dinâmicas sociais e culturais. Na sequência, uma abordagem do “discernimento” como instrumento que a Igreja oferece aos mais novos para a descoberta da sua vocação. Por fim, são colocados em relevo os elementos fundamentais da pastoral juvenil vocacional.
 Envie para a CNBB
1. BAIXE AQUI o formulário em word;
2. RESPONDA o questionário seguindo as orientações;
3. ENCAMINHE o documento em word para o e-mail: synodus@cnbb.org.br
Prazo final de envio: 31 de Julho de 2017
Fonte: CNBB

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Francisco: é urgente um novo pacto social para o trabalho



Não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato: antes da Audiência Geral, o Papa Francisco recebeu os delegados da Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores (Cisl), que estão reunidos em Congresso.

O discurso do Pontífice partiu do tema em debate: “Pela pessoa, pelo trabalho”. De fato, afirmou, pessoa e trabalho são duas palavras que podem e devem estar juntas. “O trabalho é a forma mais comum de cooperação que a humanidade gerou na sua história, é uma forma de amor civil”.

Cultura do ócio

Certamente, a pessoa não é só trabalho, também é preciso repousar, recuperar a “cultura do ócio”, “é desumano” os pais que não brincam com os filhos, disse Francisco. Crianças e jovens devem ter o trabalho de estudar e os idosos deveriam receber uma aposentadoria justa. “As aposentadorias de ouro são uma ofensa ao trabalho, assim como as de baixa renda, porque fazem com que as desigualdades do tempo de trabalho se tornem perenes.”

Novo pacto social

Francisco definiu como “míope” uma sociedade que obriga os idosos a trabalharem por muitos anos e uma inteira geração de jovens sem trabalho. Para isso, é urgente um novo pacto social para o trabalho e indicou dois desafios que o movimento sindical deve enfrentar hoje: a profecia e a inovação.

Profecia

A profecia é a vocação mais verdadeira do sindicato, é “expressão do perfil profético da sociedade”. Mas nas sociedades capitalistas avançadas, o sindicato corre o risco de perder esta natureza profética e se tornar demasiado semelhante às instituições e aos poderes que, ao invés, deveria criticar. Com o passar do tempo, o sindicato acabou por se parecer com a política, ou melhor, com os partidos políticos. Ao invés, se falta esta típica dimensão, a sua ação perde força e eficácia.

Inovação

O segundo desafio è a inovação. Isto é, proteger não só quem está dentro do mercado de trabalho, mas quem está fora dele, descartado ou excluído. “O capitalismo do nosso tempo não compreende o valor do sindicato, porque esqueceu a natureza social da economia. Este é um dos maiores pecados. Economia de mercato: não. Dizemos economia social de mercado, como nos ensinou São João Paulo II.

Mulheres e jovens

Para Francisco, talvez a nossa sociedade não entenda o sindicato porque não o vê lutar suficientemente nos lugares onde não há direitos: nas periferias existenciais, entre os imigrantes, os pobres, ou não entende simplesmente porque, ás vezes, a corrupção entrou no coração de alguns sindicalistas. Não se deixem bloquear. Francisco pediu mais empenho em prol dos jovens, cujo desemprego na Itália é de 40%, e das mulheres, que ainda são consideradas de segunda classe no mercado de trabalho.

Renascer das periferias

Habitar as periferias pode se tornar uma estratégia de ação, uma prioridade do sindicato de hoje e de amanhã, indicou o Papa. “Não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato. E não há um bom sindicato que não renasça todos os dias nas periferias, que não transforme as pedras descartadas da economia em pedras angulares. Sindicato é uma bela palavra que provém do grego syn-dike, isto é, “justiça juntos”. Não há justiça se não se está com os excluídos.”


Fonte: Rádio Vaticano