terça-feira, 29 de novembro de 2016

“A consolação da esperança cristã”, pede o Papa às vítimas do acidente aéreo


O Papa Francisco enviou uma mensagem de pesar ao Cardeal Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha, pelas vítimas da tragédia aérea na Colômbia na madrugada desta terça-feira.
Na mensagem – assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin – o Santo Padre, “consternado pela trágica notícia do acidente aéreo na Colômbia, que causou numerosas vítimas no Brasil”, pede a Dom Sérgio que transmita “suas condolências e sua participação na dor de todos os enlutados, ao mesmo tempo que encomenda a Deus Pai de Misericórdia os falecidos”.
Francisco pede “ao céu conforto e restabelecimento para os feridos, coragem e a consolação da esperança cristã para todos os atingidos pela tragédia e envia, a quantos estão em sofrimento e procuram remediá-lo, uma propiciadora Bênção Apostólica”.
Da mesma forma, o Pontífice enviou sua mensagem de pesar ao Bispo de Sonsón Rionegro, Colômbia, Dom Fidel León Cadavid Marín, território onde ocorreu a tragédia.
Na mensagem – assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin – o Santo Padre “eleva orações pelo eterno descanso dos falecidos”, ao mesmo tempo que pede a Dom Marín que transmita seu “sentido pesar aos familiares e a todos que choram tão sensível perda, junto com expressões de afeto, solidariedade e consolo aos feridos e afetados pelo trágico acontecimento”.
Por fim, o Papa Francisco pede ao Senhor “que derrame sobre todos eles os dons da serenidade espiritual e da esperança cristã” e concede de coração a Bênção Apostólica.
Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

CNBB lança Doutrina Social da Igreja para os Jovens



Com 12 capítulos, o livro apresenta temas que se referem ao amor humano, a família, economia e política
A Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou na quarta-feira, 23 de novembro, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja para os Jovens – Docat. A cerimônia ocorreu na sede da CNBB, em Brasília (DF) e reuniu a presidência da entidade, membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) e representantes do Youcat Foundation. 
Na cerimônia, o vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger contextualizou o surgimento da Doutrina Social da Igreja (DSI). “A Doutrina Social da Igreja se olharmos bem tem princípios lá no Antigo Testamento com o ensinamento dos profetas, mas foi Jesus que nos apresentou em pontos claros o que a Igreja deve ensinar a todos. A partir de Leão XIII, no final do século 19, essa Doutrina da Igreja foi sendo solidificada, apresentada de forma muito clara, especialmente através das encíclicas papais, e com o resultado de toda essa caminhada surgiu a Doutrina Social da Igreja".
Para dom Murilo, a DSI é a base do Docat, apresentado pelo papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Cracóvia, na Polônia. “Um jovem lendo esse catecismo, estudando e refletindo vai poder saber o que a Igreja espera dele como alguém que é ‘Sal da Terra e Luz do Mundo’. Esse presente que o papa deu aos jovens e que muito ajuda a Igreja é colocado agora também nas mãos dos jovens brasileiros”, sublinhou o bispo. 
Com uma adaptação atraente e ilustrativa, o Docat é um pequeno manual dos Ensinamentos Sociais da Igreja. O livro foi idealizado pelos mesmos criadores do Catecismo Jovem (Youcat). Seu principal objetivo é ensinar numa linguagem dialógica, com perguntas e respostas, como os jovens cristãos podem mudar o mundo através da ação social e política, com base nos ensinamentos do Evangelho.  
A elaboração e a ilustração do livro contou com a participação de jovens de diferentes países, inclusive do Brasil. Um deles é o missionário e responsável pelo Youcat Center Brasil, Jeronimo Lauricio, que esteve presente na abertura de lançamento. Para ele, a experiência de colaborar na elaboração do Docat é de “gratidão”. O diretor executivo do Youcat Center, Dr.Christian Lerman também participou da cerimônia. 

Interatividade

Visando aproximar mais ainda os jovens da DSI, o Docat também pode ser acessado por celulares e outros dispositivos móveis, por meio de um aplicativo (app). De acordo com o assessor da Comissão para a Juventude da CNBB, padre Antônio Ramos Prado, a versão traz a íntegra do documento, que é organizado em 12 capítulos. Além disso, há uma área de jogos, que testa o conhecimento do usuário e também proporciona interatividade entre eles.
O livro já disponível na ‘Edições CNBB’. Acesse o site da editora e confira o lançamento.
Fonte: CNBB

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Para CNBB, é "inadequado e abusivo" que reforma do Ensino Médio seja feita por MP



Conselho Episcopal Pastoral (Consep) aprovou nota sobre a Medida Provisória 746/16 que pretende reformar o Ensino Médio.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido na sede da entidade, em Brasília (DF), nos dias 22 e 23 de novembro, aprovou a nota sobre a chamada "Reforma do Ensino Médio", apresentada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional na forma de Medida Provisória. Para os bispos, são louváveis as iniciativas que busquem refletir, debater e aprimorar a realidade do ensino brasileiro, mas "assim como outras propostas recentes, também essa sofre os limites de uma busca apressada de solução". A entidade acredita que "questão tão nobre quanto a Educação não pode se limitar à reforma do Ensino Médio. Antes, requer amplo debate com a sociedade organizada, particularmente com o mundo da educação. É a melhor forma de legitimação para medidas tão fundamentais".
No texto, os bispos ressaltam que a educação deve formar integralmente o ser humano. "O foco das escolas não pode estar apenas em um saber tecnológico e instrumental", afirmam na nota.  
Leia na íntegra:


NOTA DA CNBB SOBRE A “REFORMA DO ENSINO MÉDIO” – MP 746/16

“A fim de que os estudantes tenham esperança!”
(Papa Francisco, 14 de março de 2015)

 

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 22 e 23 de novembro de 2016, manifesta inquietação face a Medida Provisória 746/16 que trata da reforma do Ensino Médio, em tramitação no Congresso Nacional.
Segundo o poder executivo, a MP 746/16 é uma proposta para a superação das reconhecidas fragilidades do Ensino Médio brasileiro. Sabe-se que o modelo atual, não prepara os estudantes para os desafios da contemporaneidade. Assim, são louváveis iniciativas que busquem refletir, debater e aprimorar essa realidade. 
Contudo, assim como outras propostas recentes, também essa sofre os limites de uma busca apressada de solução. Questão tão nobre quanto a Educação não pode se limitar à reforma do Ensino Médio. Antes, requer amplo debate com a sociedade organizada, particularmente com o mundo da educação. É a melhor forma de legitimação para medidas tão fundamentais. 
Toda a vez que um processo dessa grandeza ignora a sociedade civil como interlocutora, ele se desqualifica. É inadequado e abusivo que esse assunto seja tratado através de uma Medida Provisória.
A educação deve formar integralmente o ser humano. O foco das escolas não pode estar apenas em um saber tecnológico e instrumental. Há que se contemplar igualmente as dimensões ética, estética, religiosa, política e social. A escola é um dos ambientes educativos no qual se cresce e se aprende a viver. Ela não amplia apenas a dimensão intelectual, mas todas as dimensões do ser humano, na busca do sentido da vida. Afinal, que tipo de homem e de mulher essa Medida Provisória vislumbra?
Em um contexto de crise ética como o atual, é um contrassenso propor uma medida que intenta preparar para o mercado e não para a cidadania. Dizer que disciplinas como filosofia, sociologia, educação física, artes e música são opcionais na formação do ser humano é apostar em um modelo formativo tecnicista que favorece a lógica do mercado e não o desenvolvimento integral da pessoa e da sociedade.
Quando a sociedade não é ouvida ela se faz ouvir. No caso da MP 746/16, os estudantes reclamaram seu protagonismo. Os professores, já penalizados por baixos salários, também foram ignorados. Estes são sinais claros da surdez social das instâncias competentes. 
Conclamamos a sociedade, particularmente os estudantes e suas famílias, a não se deixar vencer pelo clima de apatia e resignação. É fundamental a participação popular pacífica na busca de soluções, sempre respeitando a pessoa e o patrimônio público. A falta de criticidade com relação a essa questão trará sérias consequências para a vida democrática da sociedade.
Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda por nós.

 

Brasília, 23 de novembro de 2016.


Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Presidente em Exercicio da CNBB

Dom Guilherme A. Werlang, MSF
Bispo de Ipamerí
Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB